"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


domingo, 17 de janeiro de 2010

Um ano de muitas possibilidades

Poucas vezes o município iniciou o ano de forma tão alvissareira. Parafraseando o presidente Lula, poderíamos dizer que Parauapebas já entra 2010 ganhando de 2 a 0, o que não é nada desprezível.

O ano se descortina como um ano de muitas possibilidades. Os grandes projetos minerais que estão na fase de implantação, como o Cristalino em Curionópolis, o Serra Sul, em Canaã dos Carajás e o Salobo em Marabá devem movimentar a cidade, uma vez que pela sua proximidade, Parauapebas será a grande referência. Os municípios, cujos projetos se localizam em seu território irão receber os tributos advindos da exploração, ISS e o que mais houver, mas Parauapebas receberá o grosso dos investimentos privados, já que haverá um grande mercado consumidor.

Segundo estimativa, nos próximos três anos , Parauapebas deve receber de 100 a 150 mil novos moradores. Essa massa chegante, juntamente com a população atual vai consumir, movimentar o comércio, enfim, vai ajudar a desenvolver a cidade Evidentemente que existe o outro lado da moeda. Se a cidade não for preparada para recebê-los com os serviços básicos e essenciais, como água, esgoto, energia de qualidade, pavimentação, segurança, isso aqui vai virar uma panela de pressão e as mazelas sociais que se verifica hoje serão fichinhas perto do que está por vir. Deve-se que grana para frente às demandas não vai faltar. Segundo as previsões, devem entrar nos cofres do município perto de R$ 500 milhões, que com certeza serão suficientes para fazer frente às necessidades do município.

A título de assessoria gratuita, adiantamentos que dá pra terminar e equipar o hospital (não deixam para a próxima campanha, lembrem-se que o hospital já serviu de mote para a vitória eleitoral de 2008, voltar a requentar o assunto seria no mínimo falta de imaginação); a grana será suficiente para dotar os bairros mais afastados de pavimentação e canalização pluvial (alguém precisa começar essa obras, ninguém agüenta mais o círculo vicioso de que ninguém faz nada no inverno por causa das chuvas e nada se faz no verão porque o problema pode ser empurrado para o inverno e bla-blá-blá... ; dá para investir na saúde; construir mais colégios, acabando com o turno intermediário, também chamado de “horário da fome”, prejudicial ao aprendizado). Como se pode vê, os problemas estão aí para serem enfrentados. Por sorte, as soluções também estão ao nosso alcance, basta apenas a vontade política. Como esperança é a última que morre (ou a única), vamos aguardar.

Aguardar e cobrar.

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