"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


segunda-feira, 30 de maio de 2011

Passagem de comando

O tenente coronal Roberto Coraci Santos acaba de assumir a 10º BPM de Parauapebas. A passagme do comando aconteceu hoje e recebeu um grande número de pessoas e autoridades. Ele irá a ssumir o lugar que estava sendo ocupado pelo major Juniso Honorato, que passa a ser o sub-comandante do batalhão.

Tapajós/Carajás, cheiro de golpe no ar

Blog Manuel Dutra

Quem leu o artigo "Tapajós, Carajás, a guerra ainda nem começou", que publiquei aqui em 20 de maio, saberá do que escrevo agora. O decreto legislativo assinado pelo presidente do Senado, José Sarney, autoriza apenas o plebiscito sobre Carajás, a ser realizado dentro de 6 meses a contar do dia 26 de maio passado.

Esse (possível) golpe já era previsto por muitos, menos pelos que pensam que criar um Estado se faz com foguetório e convescotes. Até as pedras sabem que um plebiscito em separado, para as duas regiões, é derrota certíssima e, numa provável campanha, nem o governo do Pará nem os demais adversários precisarão gastar um tostão nem saliva.

Uma das razões da protelação sobre o Tapajós ou foi burrice ou já era o golpe em andamento: o hoje licenciado deputado Asdrúbal Bentes, do PMDB, incluiu a região do Xingu no antigo projeto do Tapajós, fazendo, com isso, que o projeto original fosse alterado e necessitasse de nova apreciação da Câmara. Atrasado, o projeto do Tapajós foi o biombo encontrado pelos adversários pera protelar o processo como um todo.

Ninguém, a rigor, se mostra contrário a um plebiscito, pois isso é, além de politicamente correto, um processo democrático de consulta popular. A questão é, neste caso específico, que tipo de plebiscito se realizará. Provavelmente do jeito que os adversários da emancipação desejam, sem nenhum efeito prático para os adeptos da criação dos novos Estados.


Outra coisa: quando sairá do plenário da Câmara o projeto do Tapajós? Se, quando entrar na pauta, será aprovado? Todos estes problemas decorrem da falta de lideranças no Oeste do Pará, não apenas neste momento, mas há décadas aquela região se ressente de lideranças com alguma competência.


Na hipótese de que a Câmara vote, ainda nesta semana, e aprove o plebiscito do Tapajós, a consulta popular poderá ser unificada? Os prazos previstos no decreto específico para o Carajás poderão ser os mesmos para o Tapajós?

Pesquisa fresca

Uma pesquisa fresquinha, saída do forno recentemente mostra que os nomes são os mesmos e dificilmente vai fugir dos mais comentados. Quem se chama Valmir tem tudo para navegar em mar de almirante e voar em céu de brigadeiro. Agora quem anda apoiado pela máquina tá difícil e só não está impossível porque impossível é uma palavra muito dura no mundo da política.

E mais não digo.

Charge

Seminário do Sintepp

No proximo dia 02 de junho, o Sindicato dos Trabalhadres em Educação Pública do Pará (Sintepp) estará promovendo um encontro com todos os servidores em educação do Estado.

O edital já foi expedido e os trabalhadores terão oportunidade de participar de um seminário com o tema "Direitos e Deveres na Construção da Cidadania Ativa", no salão padre Sérgio.

O horário é das 19 às 22 horas e todos os profissionais já foram l iberados para o encontro.

Requentando a crise

O Lib Cidade, um quadro do Bom Dia Pará, que trata dos assuntos de Parauapebas voltou a requentar o assunto crise da administração municipal. Depois de anos de apatia e indiferenca aos descalabros da administração com o dinheiro público, ao que parece, a TV Liberal vai voltar seus olhos para o assunto.

Nem precisa dizer que o governo vai tremer na base e olhe lá se não chamar todo mundo para um acordo. A pergunta é: será que vai ter acordo?

domingo, 29 de maio de 2011

Charme do Choro manda muito bem na Mahatma Gandhi



Violão de sete cordas, Camila Alves; Violão, Laila Cardoso; flauta, Dulce Cunha;cavaquinho, Carla Cabral e percussão, Rafaela Bitencourt. Essa foi a formação do grupo Charme do Choro, que se apresentou na sexta-feira na Praça Mahatma Candhi, na Cidade Nova. As fotos acima são de dois momentos especiais. A primeira, o grupo se diverte saboreando um petisco na Serve Bem e depois, no no palco da Mahatma.

Charme do Choro foi a primeira apresentação da noite, que aindateve Idelfonso, Willian Cabral e Mestre Curica. Todos deram o tom do projeto musical, viabilizado pela secretaria de Cultura.

Conto do vigário

Um fato real, ocorrido com uma servidora pública, cuja identidade não deve ser revelada, até para que a mesma não seja exposta ao ridículo mostra o quanto o ser humano é crédulo.

Segundo a fonte, a moça estava perdendo o marido e resolveu recorrer a uma cartomante, que prometeu trazer o cidadão para casa de volta e pediu R$ 10 mil como honorários. Para completar o trabalho a impostora pediu mais R$ 50 mil para que fossem colocados num travesseiro, no qual a contratante do serviço deveria dormir com ele durante três dias.

Maliciosdamente, a tratante fez um outro travesseiro recheado de papel jornal e na hora das orações trocou os travesseiros e pobre da mulher desesperada levou para casa o travesseiro falso, no qual ele dormiu três dias. No final do prazo quando a moça abriu o travesseiro descobriu que era papel sem valor.

A tal cartomante desapareceu sem deixar rastro e o caso foi parar na polícia.

Reunião do PV

Hoje, a partir 10 horas, um grupo de filiados se reúne com o vice-preisdente estadual do PV, Savanas.

Os verdes vão fazer uma análise sobre a situação do partido no município. Alguns filiados sonham com mudança na direção do partido, mas, essa hipótese é pouco provável.

sábado, 28 de maio de 2011

Interferência de Lula expõe fragilidade política de Dilma

Estudiosos veem riscos na ação de ex-presidente para aplacar crise política gerada pelas denúncias contra o ministro Palocci

Gabriel Manzano, O Estado de S. Paulo

A intervenção do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para superar a crise do governo Dilma durante a semana dividiu os cientistas políticos. Há quem entenda que a presidente perdeu autoridade e saiu diminuída do episódio e os que acreditam que o eleitorado, em sua maior parte, talvez considere o fato normal e acabe legitimando esse socorro eventual ao governo.

"O benefício é de curtíssimo prazo. No longo, ela simplesmente perdeu a autoridade e o custo é gigantesco", resume Amaury de Souza, do Instituto de Estudos do Trabalho e da Sociedade, Iets, no Rio.

"O fato é que Lula não tem nenhum mandato, é um elemento perturbador, que entrou falando em nome próprio."

Com ele concorda José Álvaro Moisés, da USP. A ação de Lula "foi algo inteiramente fora do ponto", define Moisés. "Ao ocupar o centro da cena, do modo como fez, ele projetou a debilidade da liderança da presidente."

Para o cientista político Humberto Dantas, porém, "tudo depende de como o público vai olhar para isso". O eleitorado de Dilma "votou no prolongamento do governo Lula", pondera. "Para esses cidadãos, o que ocorreu é o esperado".

O resultado vai depender, acrescenta, "de como a oposição vai tratar o tema. Ela pode se calar se perceber que a sociedade legitima o episódio".

Soneto da Fidelidade

Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Palavras de incentivo

O e-mail do leitor Paulo Augusto de Lima Sobral, que segundo ele, vez por outra comparece ao Blog como comentarista anônimo retrata bem o que ele acha da atuação do blogger como jornalista e como blogueiro. De cara agradecemos as palavras carinhosas de reconhecimento e incentivo.

"Marcel, não preciso falar muito, pois conheço o teu trabalho desde quando você começou no Correio do Pará. Espero que você continue assim. Quero dizer que estive na audiência pública da escola Chico Mendes e me emocionei com sua intervenção, com seu discurso. Continue assim, fique com Deus".
Paulo Augusto de Lima Sobral.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Novas instalações do Fórum inauguradas

Hoje (27), as novas instalações do Fórum dde Parauapebas foram inauguradas. O prédio da Comarca, que integra a 11ª Região Judiciária, foi inaugurado em 10 de maio de 1991. Construído através de convênio firmado entre a Prefeitura Municipal de Parauapebas e a até então Cia Vale do Rio Doce, o prédio já passou por uma reforma em 2000, quando foi construído também o anexo do Tribunal do Júri.

O novo prédio foi construído com o objetivo de oferecer aos usuários e profissionais de Direito conforto e praticidade. A área co nstruída é de 1.228, m² .

O prédio irá abrigar as quatro Varas e um Juizado Especial integrado ao Processo Judicial Digital, além de salas disponibilizadas à OAB, Ministério Público e Defensoria Pública.

Correspondências e documentos jogados em container de lixo

A redação do jornal HOJE recebeu na terça-feira (24) uma encomenda estranha e ao mesmo tempo desagradável. Uma pacote contendo mais de 100 correspondências foi trazido pelo morador Deuzimar Pereira, residente no bairro Primavera. Segundo informações repassadas pelo morador, as correspondências foram deixadas dentro de container e seriam levadas para o lixão pelo caminhão do lixo, mas, a sua intervenção livrou as correspondências de um fim incerto.

No meio dos documentos foi possível verificar cartões de banco, faturas de água, luz, telefone, correspondências de empresas e cartas em geral, que deixaram de ser entregues aos usuários do serviço.


Deuzimar não soube dizer a razão de as correspondências terem sido abandonadas por algum funcionário do órgão. Sabe-se, no entanto, que é cada vez mais comum as reclamações de usuários que atestam que suas cartas não chegam, expondo a qualidade dos serviços, que caiu muito nos últimos tempos. “Não sei se foi má fé do funcionário dos Correios, ou se ele esqueceu, se perdeu, mas o certo é que as cartas estavam jogadas no container”, disse Duzimar, na redação do jornal.

Entrega – Na quinta-feira, o diretor do jornal Marcel Nogueira, foi devolver as cartas à gerência dos Correios da Cidade Nova. Segundo José Augusto, um dos diretores da instituição o caso era muito sério e a chefia não tinha conhecimento do fato. Ele chegou a dizer que o funcionário que procedeu dessa maneira havia cometido um crime e que seria procedido uma apuração rigorosa.

Ramal Ferroviário - um tremendo presente de grego

Vendido como um negócio da china, capaz de impulsionar a economia do município e gerar milhares de postos de trabalho, o Ramal Ferroviário, uma estrada de ferro que transportará o ferro do Projeto S11D, localizado em Canaã dos Carajás até o pátio de carregamento da estação ferroviária de Parauapebas a cada dia se parece mais com um tremendo presente de grego.

Segundo as informações repassadas na audiência, o percurso do ramal será de 101 quilômetros, interligando a área do projeto de mineração Ferro Carajás S11D, à Estrada de Ferro Carajás, em Parauapebas. A previsão é de que a obra seja executada em 33 meses, com início logo após a liberação Licença Ambiental.

Deve-se dizer que o projeto da Vale não terá vida fácil. Um relatório da secretaria de Meio Ambiente do município deixa claro que o meio ambiente será muito afetado e desaconselha o município a dar a licença para a implantação do ramal.

Outro relatório do Movimento dos Atingidos pela Mineração, composto por várias entidades também prevê que o empreendimento causará enorme demanda e pressão pelos serviços públicos, além da criação de novos bolsões de miséria. Suas imediatas conseqüências serão violência, prostituição infantil, ocupação desordenada do solo etc.

Empregos temporários - Apesar de o ramal prevê a abertura de cerca de três mil postos de trabalho durante a implantação, sabe-se que o grosso desse número é composto de empregos temporários, que serão desmobilizados durante a fase de operação.

A informação levada à população pelo diretor do projeto, Renzo Albiere, da Vale, que afirmou que a Vale iria colocar em prática 26 programas ambientais e sociais com o objetivo de evitar e ou diminuir alterações no dia a dia das pessoas e do meio ambiente foi contestada. Segundo o historiador Leônidas Mendes, o ramal alteraria a vida do município, “segundo estudos, o município deve receber um novo fluxo migratório, de cerca de 35 mil pessoas, o que acarretaria transtornos em muitas áreas, principalmente nas de educação saúde e segurança”.

O rosário de inconvenientes não pára aí. Os mais de nove mil metros de perímetro urbano que devem ser cortados pela ferrovia devem impactar consideravelmente no cotidiano da cidade, a começar pelo barulho ensurdecedor que os moradores do entorno serão submetidos. Pelas previsões da Vale, que sinaliza para 90 milhões de toneladas de minério de ferro já nos primeiros anos de exploração do projeto S11D, serão dezenas de composições ferroviárias fazendo os 101 quilômetros de percurso nos dois sentidos.

A linha de trem, margeada por muros dividirá a cidade em dois blocos, Evidentemente que a parte daquém do muro exibirá índices maiores de desenvolvimento, enquanto o perímetro após o ramal será considerado periférico, o que prejudicará o preços dos imóveis, além de inaugurar uma espécie de gueto social, no qual moradores desse perímetro podem vir a se sentir cidadãos de segunda classe. O risco de acidentes também não pode ser descartado, haja vista a quantidade matérias publicadas de acidentes envolvendo trens de passageiros e de carga nos jornais de Marabá. Como se sabe, a estrada de ferro Carajás corta o município vizinho, na altura do Km 07.

Analisando demoradamente o projeto, é difícil (para não dizer impossível) encontrar alguma situação que beneficie o município, entretanto, é provável que a ferrovia aconteça.

Diante do inexorável, o que restaria ao município? Nesse momento, um melhor direcionamento por parte das autoridades, cuja atribuição é defender os interesses do município. É inconcebível que a contrapartida por uma concessão vitalícia, que não poderá ser revista no futuro fique na casa dos R$ 12 milhões, cuja proposta foi oferecida pela Vale, ou R$ 20 milhões como chegou a negociar o prefeito Darci Lermen, para depois se arrepender e suspender a negociação, depois que o HOJE divulgou a transação.

Mesmo a universidade em troca da concessão seria algo irrisório diante da magnitude do projeto e os impactos negativos que o ramal iria causar. Além disso, se poderia pensar em outras possibilidades, como a construção do aterro sanitário, a implantação de um fundo soberano entre a prefeitura e a mineradora, nos moldes que existe hoje em Itabira -MG.

Com se vê, há muitas alternativas, mas nada cai do céu, é preciso muito suor e até algumas lágrimas.

Escolhidos os nomesd dos integrantes da CPI do Pazinato

Por conta da audiência publica, promovida pela comissão que analisa os efeitos da Lei Kandir, a sessão legislativa da terça-feira (24) teve uma pauta bem reduzida. Além da aprovação de um requerimento, de autoria da vereadora Francis Resende (PMDB), que pediu a realização de uma sessão legislativa itinerante para o bairro Altamira, no dia 12 de junho, pouca coisa foi discutida.

Depois da discussão, o requerimento foi aprovado. A sessão será realizada nas dependências da escola Olga da Silva, no bairro Altamira.

A sessão também serviu para o anúncio dos componentes da chamada CPI Pazinato, que irá investigar as relações da prefeitura com um escritório de advocacia de Santa Catarina, que teria faturado nos últimos tempos cerca de R$ 9 milhões.

A denúncia foi feita pelo ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, numa carta à presidente e Dilma Rousseff e também foi veiculada na revista Época e no site do jornal a Folha.

Para os vereadores o pagamento de quase R$ 9 milhões ao escritório de Advocacia de Jader Pazinato estaria fora de propósito, uma vez que a prefeitura tem o seu corpo de procuradores jurídicos.

Dentro dos muitos elementos que serão investigados, está a comissão de 20%, da causa que o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) move contra a Vale sobre valores de royalties retroativos. A causa é de 2001 e segundo cálculos do DNPM, chega perto de R$ 800 milhões, dos quais 65% tocam para o município de Parauapebas. Partindo desses números, o escritório de advocacia colocaria as mãos em quase R$ 180 milhões, no final da causa, o que não deve demorar, já que o Supremo Tribunal Federal já bateu o martelo, reconhecendo o débito da mineradora.

Membros – A CPI terá 30 dias para apurar as possíveis irregularidades, prorrogáveis por mais 30. A CPI ficou assim composta: Raimundo Vasconcelos, presidente; Percília Martins, relatora; Francis Resende, sub-relatora; José Adelson Fernandes, membro e José Alves, membro.

Outra CPI – Ainda na terça-feira, uma nova CPI foi protocolada. O objetivo será apurar o suposto desvio de R$ 700 milhões de royalties, nos últimos cinco anos. A denúncia foi feita por Agnelli. Os nomes dos componentes da nova CPI serão divulgados na semana que vem.

Deputado estaduais discutem Lei Kandir em Parauapebass

Ascom/Câmara

A Comissão Parlamentar de Estudos da Lei Kandir da ALEPA (Assembleia Legislativa do Estado do Pará) esteve em Paruapebas na última terça-feira (24/05) para participar da Sessão Especial para discutir, juntamente com os Vereadores e a população, os prejuízos causados pela Lei Kandir ao Pará, em especial ao município de Parauapebas e regiões circunvizinhas. Estiveram presentes três dos cinco Deputados Estaduais que compõe a comissão – Celso Sabino (PR), Bernadete Ten Caten (PT) e Milton Zimmer (PT) – presidente, vice-presidente e membro, respectivamente.

Além dos Deputados Estaduais, a sessão contou ainda com a presença de alguns secretários do município, autoridades do Poder Judiciário, a comunidade e a imprensa local, que lotaram o plenário.

O início da sessão se deu com o pronunciamento do presidente da Comissão, o Deputado Celso Sabino (PR) que disse se sentir muito honrado pela presença da ALEPA na Casa para falar sobre um assunto importante para o povo. “É com muita satisfação que a Assembleia Legislativa se faz presente pela primeira vez na Câmara Municipal de Parauapebas para tratar de um assunto relevante para essa cidade, para esse Estado, que é a forma adversa como a tributação imposta pela Lei Kandir e pela política de royalties hoje em vigor vem penalizando o povo desta terra”, disse o Deputado.

Quem também se manifestou contra a Lei Kandir foi o Vereador Adelson Fernandes (PDT), que parabenizou a comissão pela iniciativa de lavar o tema para ser debatido com o povo. “Esse é um momento especial para todos nós, debater um assunto de tamanha importância. Que bom que vocês tiveram essa iniciativa, pois a gente acredita que dessa forma vamos desfazer um feito que no passado foi interessante, mas hoje não é mais. A Lei Kandir tem que cair por terra, ela não pode continuar”, comentou Adelson.

“Está na hora de estudar uma forma de, se não acabar com Lei Kandir, pelo menos mudar o termo dela”, disse o Vereador Odilon Rocha de Sanção (PMDB) ao usar a Tribuna de Honra.

A vice-presidente da comissão, Deputada Bernadete Ten Caten (PT) disse que esse estudo sobre a Lei Kandir que está sendo feito não é para ficar engavetado. “O objetivo é que o estudo, o debate e as propostas levantadas cheguem a Brasília, ao Governo Federal, à Câmara Federal, ao Senado e mude a história do Pará, do Brasil, a história desse povo”, defende.

Ainda em pronunciamento, a Deputada falou sobre a proposta do debate. “Propomos fazer um grande abaixo-assinado de no mínimo 200 mil assinaturas de nossa região para levarmos à Brasília”.

Além disso, Bernadete também destacou que a ideia é alterar a Lei Kandir para que o Estado possa voltar a arrecadar 13% de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre a exportação de produtos primários e semi-elaborados.

De acordo com Milton Zimmer, Deputado Estadual pelo PT a Lei em questão. “Nossa riqueza deve estar a serviço do nosso povo. A continuidade dessa lei significa que nosso estado vai continuar pobre, nesses 14 anos de existência da lei, só o Estado do Pará deixou de recolher mais de R$ 21 bilhões, precisamos que os recursos perdidos retornem para nosso Estado”, contabilizou.

Milton falou também da falta de saneamento básico, da má conservação das estradas e da ausência de universidades. “O retorno é para o melhoramento da infraestrutura, é para investir nessa região. Nossa juventude não tem espaço para fazer um curso superior, muitas vezes vai para outra cidade. É preciso melhorar nossa qualidade de vida e pra isso, precisamos conseguir a participação do povo nessa luta”, finalizou o Deputado.

Após a sessão, todos os Deputados participaram de uma coletiva de imprensa.

HOJE - 459


CPI Pazinato, Ramal Ferroviário (mais uma vez) e um monte de matérias no HOJE 459, que já está nas bancas.

Giuliano viaja para estudar

Hoje meu filho Giuliano segue para Goiãnia. O jovem deve começar a facul ainda no segundo semestre. Vamos ficar na terrinha, torcendo pela sua felicidade. Vai com Deus, filho.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Repetir para não esquecer

Nos meus tempos de escola aprendi que a repetição levava ao aprendizado. Ainda que seja uma pedagogia antiga, dos tempos bíblicos, acredito que ela continue tendo a sua eficácia.

Em suma: a repetição evita que o assunto seja esquecido. Dito isso vou entrar de sola e nos próximos dias vou torcer desesperadamente para que o assunto que permeia este artigo não seja esquecido, mas, devo dizer que começamos mal. Na sessão legislativa de terça-feira, o assunto passou em brancas nuvens, ninguém se manifestou e olha que alguns vereadores ficaram de pedir uma audiência pública para dissecar o assunto Ramal Ferroviário.

Acho até que nos próximos dias precisamos criar a Frente Municipal de Defesa do Perímetro Urbano, ou Frente contra a Exploração Municipal, ou Frente a Favor dos Interesses do Município, sei lá, nesse momento o que menos importa é nomenclatura. O importante é que essa comissão não deixe o assunto morrer e tenha como atribuição deixar a cidade alerta, pronta para ser mobilizada.

Nesse momento, a Vale e alguns muquiranas safados que infestam o Poder Público apostam na sonolência da comunidade para desferir mais um golpe fatal contra a nossa cidadania, tão vilipendiada ao longo dos anos.

É duro perceber que com honrosas exceções, dentre os quais se destaca o vereador Faisal Salmen, que incansavelmente tem clamado sozinho no deserto, como uma espécie de João Batista pós-moderno, a maioria dos políticos que poderia liderar essa frente não enxerga um palmo além do nariz. Na sua preguiça mental, eles não percebem que esse ramal é a última jóia da coroa, a última ferramenta que nos resta para enquadrar uma mineradora que nos trata com desprezo, que desvia investimentos que seriam nossos para outras localidades.

A equação é a seguinte: Parauapebas não precisa e não quer o ramal; a Vale precisa e quer o ramal. Como ele não nos acrescenta nada, ao contrário, invade o nosso dia-a-dia como um intruso, nos trazendo barulho, risco de acidentes e outros transtornos, a Vale que pague por essa concessão que será vitalícia, sem direito a arrependimento no futuro e sem um único real de imposto, já que não existe imposto que incida sobre tráfego de trem. Melhor, caso interesse a companhia, ela que faça um desvio por Curionópolis, por exemplo.

Se temos que ceder o perímetro urbano para que esse monstrengo chamado Ramal Ferroviário passe que, sejamos compensados e não me venham falar em R$ 12 milhões como inicialmente a mineradora queria, ou R$ 20 milhões, com chegou a negociar o prefeito, crente, crente que estava fazendo um grande negócio.

Vamos falar de coisas maiores, como, por exemplo a universidade para 20 cursos, um investimento de R$ 90 milhões, que sinceramente, ainda é irrisório, considerando a magnitude do projeto dos lucros astronômicos que essa empresas tem auferido ao longo dos anos às nossas custas.


(Artigo publicado no jornal HOJE 459 - Coluna do Marcel)

Fábio Sacramento

Fábio Sacramento adiantou ao blog que será candidato a vereador pela terceira vez. Para ele, sua eleição está muito bem encaminhada, graças ao apoio de muitas lideranças e empresários que estarão com ele.

Se não ganhar , porém, é a última vez e não se fala mais nisso.

Josemir disputado

Na última semana Josemir Santos foi convidado a ingressar no PDT, no PTB e no PP. O interesse dos partidos é fruto do seu desempenho na última eleição, quando ele foi candidato a vereador e totalizou quase 600 votos para vereador.

É verdade, o moço está mais em alta do que peixe na Semana Santa.

Curso Gestão de Qualidade


A Acip – Associação Comercial Industrial e Serviços de Parauapebas, convida todos os seus associados para participarem do curso “GESTÃO DE QUALIDADE” que tem como objetivo capacitar pessoas para se tornarem capazes de administrar empresas com foco em resultados e na satisfação dos clientes. Conteúdo Programático: Como trabalhar com qualidade; Análise de produtos e serviços; Gerenciamento de qualidade. Organograma: Criação de Sistema de Gestão da Qualidade; Indicadores de Desempenho. Ferramentas de Controle de Qualidade. O curso terá a carga horária de 16 horas. Período da aula: 13 à 17 de Junho. Horário: 19h às 22h. Investimento: Associados: R$ 150,00, não-Associados: R$ 200,00

Pataquada do TCM

O Diário do Pará diz que o Tribunal de Conta dos Municípios (TCM) vai investigar as contas de Parauapebas e Canaã dos Carajás. Ora, o TCM está careca de saber das irregularidades que infestam a administração pública desses dois municípios e de outros mais e se não tomou alguma atitude até agora foi porque isso não lhe foi ‘‘conveniente’’. Agora eles aparecem com essa pataquada. Tá bom, a gente vai fingir que acredita.

Parazinho desfeitiado

Na sessão de terça-feira, o intrépido ‘‘Parazinho’’ estava com a bruxa solta. Inconformado com os componentes da CPI, cuja maioria é governista, o moço foi á frente várias vezes para protestar. Tanto fez que acabou sendo retirado da sessão pelos seguranças. Ele jura que a desfeita não passará em brancas nuvens.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Ativistas do meio Ambiente sâo assassinados em Nova Ipixuna

Blog Wanterlor

José Cláudio e Maria do Espírito Santo, ativistas do Conselho Nacional de Seringueiros: emboscada fatal (

24 de maio de 2011, foram assassinados nossos companheiros, José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva, assentados no Projeto Agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna – PA. Os dois foram emboscados no meio da estrada por pistoleiros, executados com tiros na cabeça, tendo Zé Claúdio a orelha decepada e levada pelos seus assassinos provavelmente como prova do “serviço realizado”.

Camponeses e líderes dos assentados do Projeto Agroextratista, Zé Cláudio e Maria do Espírito Santo (estudante do Curso de Pedagogia do Campo UFPA/FETAGRI/PRONERA), foram o exemplo daquilo que defendiam como projeto coletivo de vida digna e integrada à biodiversidade presente na floresta. Integrantes do Conselho Nacional das Populações Extrativistas (CNS), ONG fundada por Chico Mendes, os dois viviam e produziam de forma sustentável no lote de aproximadamente 20 hectares, onde 80% era de floresta preservada. Com a floresta se relacionavam e sobreviviam do extrativismo de óleos, castanhas e frutos de plantas nativas, como cupuaçu e açaí. No projeto de assentamento vive aproximadamente 500 famílias.

A denúncia das ameaças de morte de que eram alvo há anos alcançaram o Estado Brasileiro e a sociedade internacional. Elas apontavam seus algozes: madeireiros e carvoeiros, predadores da natureza na Amazônia. Nem por isso, houve proteção de suas vidas e da floresta, razão das lutas de José Cláudio e Maria contra a ação criminosa de exploradores capitalistas na reserva agroextrativista.

Tamanha nossa tristeza! Desmedida nossa revolta! A história se repete! Novamente camponeses que defendem a vida e a construção de uma sociedade mais humana e digna são assassinados covardemente a mando daqueles a quem só importa o lucro: MADEREIROS e FAZENDEIROS QUE DEVASTAM A AMAZÔNIA.

Programação da secretaria de Saúde

Informações sobre os próximos eventos da SEMSA.

Dia 24.05.11
Horário: de 14h as 18h
Local: Sala de Aula do CEUP - Sala 13
Evento: 2º Treinamento sobre Dengue - será ministrado pela Médica Ana Paula Lamego Pacheco
1º Treinamento sobre Leishmaniose - será ministrado pela Médica Petrine Harmoine Salmen
Público Alvo: 26 médicos da rede pública irão participar dos dois treinamentos


Dia 25.05.11
Horário: apartir das 16h
Local: Auditório I da Prefeitura Municipal de Parauapebas
Evento: Encerramento da Capacitação do SPE( Saúde e Prevênção nas Escolas), com entrega de certificados.
Público Alvo: alunos e professores das 4 escolas municipais que participaram: Escola Carlos Drumont de Andrade, Escola Eunice Moreira, Escola Faruk Salmen e Escola Olga da Silva.

PSDB promove encontro e fala de 2012

Na foto 1 , auditório do encontro. Acima Faisal e Ze Rinaldo

Trabalhar a unidade do partido e traçar diretrizes para a campanha eleitoral de 2012, na qual serão escolhidos, prefeito, vice-prefeito e vereadores do município. Esses foram os principais encaminhamentos levados a cabo na reunião do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) de Parauapebas, ocorrida na noite de terça-feira, (24), no salão de eventos da Associação Comercial e Industrial de Parauapebas (Acip).

Além de lideranças comunitárias e políticas, o encontro contou com a presença de várias personalidades ligadas ao partido, como o vereador, Faisal Salmen, o empresário Waldemar Pereira, presidente do PSDB de Canaã; o empresário Zé Rinaldo, tido como um dos nomes da legenda para a sucessão de 2012; a diretora da escola-sede, Francisca Cisa; Walmir Oliveira; Rafael Ribeiro, liderança estudantil, que deve ser candidato a vereador em 2012, Lúcio da Cerâmica, Wady Cecílio, entre outros.

Diretrizes – O vereador Faisal Salmen foi um dos primeiros a usar a palavra e faz uma rápida explanação sobre o cenário político municipal, bem como a sua atuação na Câmara Municipal e o posicionamento do partido em fazer oposição à administração petista, liderada pelo prefeito Darci Lermen, alvo de investigação da Câmara, que instalou recentemente uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), com o propósito de investigar denúncias de pagamento de quantias exorbitantes para advogados particulares, quando o município tem um corpo jurídico qualificado. O uso indevido de R$ 700 milhões também foi alvo de denúncia do ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, à revista Época.

Usaram a palavra ainda, Waldemar Pereira, de Canaã, que na ocasião hipotecou apoio ao projeto do PSDB e Zé Rinaldo, que faz parte da nova safra de empresários que milita na política. Faisal e Zé Rinaldo são atualmente as lideranças mais influentes do partido e estão em todas as listas como os nomes de possíveis candidatos a prefeito.
Em todos os discursos foram observadas críticas à atual administração municipal de Parauapebas, que na avaliação dos presente é extremamente danosa aos interesses do município, haja vista a quantidade de denúncias de omissão, irresponsabilidade e uso indevido dos recursos públicos.

Na opinião geral, o encontro agradou os presentes que o consideraram muito proveitoso.

Revista Olhares

Já se encontra nas bancas a revista Olhares. Com matérias de comportamento, dicas de beleza, bons artigos, a Olhares demontra no seu terceiro número que veio para ficar. Bom gosto chegou e parou.

CPI começa os trabalhos

A CPI que vai investigar o prefeito Darci Lermen começou os trabalhos oficialmente. Dos cinco membros da CPI, três são partidários do prefeito, inclusive o presidente e a relatora.

A CPI ficou assim constituída:
Presidente: Raimundo Vasconcelos
Relatora: Percília Martins
Membros:
Francis Resende
Adelson Fernandes
José Alves

Copa Palmares - MP é o grande campeão

Com dois gols de Maranhão e um de Berimbau, a equipe do MP bateu o time do Triangulina por 3 a 0 e sagrou-se campeã da XI Copa Palmares Sul de futebol 2011. O destaque do MP ficou por conta do jogador Maranhão, que foi bastante aguerrido em campo e até sofreu pênalti que ele mesmo converteu.

O Triangulina, que é dirigido pelos técnicos Nilson e Jair Diogo, chegou invicto na final da competição com 100% de aproveitamento. Mesmo perdendo o título, a equipe teve dois destaques no campeonato, que foram Carlinhos, artilheiro com 8 gols, e Edson, atleta mais disciplinado.


A partida foi realizada na tarde do último domingo (22), no campo da Vila Palmares Sul, e contou com as presenças do vereador Israel Barros “Miquinha”, do deputado estadual Milton Zimmer, dos secretários municipais Roque Dutra (Urbanismo) e Anderson Moratorio (Esporte e Lazer); do presidente da Liga Esportiva, Laoreci Faleiro; entre outros.


A XI Copa Palmares Sul teve a participação de 30 equipes inscritas e foi dividida em três fases. Pela fase principal, apenas 8 times disputaram a competição: Internacional, Primavera, Rio Branco, Triangulina, Adep, Grêmio, Novo Brasil e MP. Foram 15 partidas, 50 gols marcados, com média de 3,3 gols por jogo.


Pelo novo regulamento do campeonato, MP e Triangulina garantiram classificação automática para fase principal da competição de 2012, uma ideia da organização para valorizar o clube que chegar às finais.


Premiação

Goleiro menos vazado, com 4 gols: Rosivaldo, do Rio Branco; atleta mais disciplinado: Edilson, do Triangulina; e artilheiro da competição, com 8 gols: Carlinhos, do Triangulina. (Carlos Campos/Waldyr Silva/CT)

A pá de cal

O Detran parou. Ontem foi a pá de cal. O prefeito Darci Lermen retirou os 14 servidores municipais, que prestavam serviços no órgão estadual e inviabilizou o funcionmaento, que a bem da verdade já andava precário, já que lá não havia internet, material de expediente e algumas v ezes , nem servidores para atender a demanda.

A nova diretoria deve encontrar problemas do tamanho da Sibéria para fazer aquela geringonça funcionar.

Melhoramentos

Apesar de receber milhares de pessoas todos os dias, o acesso ao Unique Shopping Parauapebas precisa de melhoramentos.

É hora de se pensar numa rotatória nas proximidades do centro comercial para equacionar os problemas de trânsito e iluminar o acesso. A noite é muito perigoso chegar no local.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Charge

Aviso

Alguns comentários que dizem respeito a colegas blogueiros de Parauapebas não serão publicados. O blogger considera pouco ético tecer comentários sobre esse tema. Os comentários, portanto, devem ser encaminhados aos próprios. Então ficamos assim.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Precaução

Devido a luta que desenvolve em várias frentes, sendo um dos vereadores mais combativos e denunciar possíveis desvios de verbas públicas, o peso da administração Darci Lermen está tentando silenciar o vereador Antônio Massud.

Informações seguras dão conta que na sexta-feira o prefeito pessoalmente aliciou alguns pré-candidatos a vereador do PTB, como propósito de isolar o vereador.

Por essas e por outras que o vereador confidenciou a interlocutores que irá se precaver. O vereador teria ventilado a possibilidade de andar acompanhado de segurança. A coisa está engrossando e quem tem, tem medo. Precaução e caldo de galinha nunca fizeram mal a ninguém.

Falando sério, Massud faz muito bem.

Reunião acalorada

Hoje o clima esteve muito tenso na costumeira reunião de segunda-feira. O motivo ainda é o mesmo. A CPI e o sumiço dos R$ 700 milhões, que o ex-presidente da Vale denunciou na revista Época e na Folha Online.

Segundo consta, teve vereador que ficou exaltado e um deles chegou a passar mal.

Massud diz que já esperava o assédio

Mostrando que tem um grande poder de articulação, o vereador Massud afirmou que já esperava o assédio do governo no PTB, entretanto, ele disse que o governo não vai prioriar a eleição de ninguém que vai para a base agora, "eles só querem desarticuar a oposição, mas não vão mover uma palha para eleger ninguém, porque eles já têm os deles e os nossos pre-candidatos sabem disso, sabem que o PTB é o partido que pode viabilizar uma eleição porque não tem medalhão e todos tem boas chances".

Massud confidenciou que recebeu apoio de mais cinco lideranças de bairro, "dos quais quatro serão candidatos", mas ainda não vamos divulgar, por motivos obvios", disse.

Saída do PTB equivale a La plata e estrutura para campanha

Ao que parece, o vereador Massud está pagando um preço alto por ter saído dos braços do governo. na semana passada, mais exatament e na s exta, um grupo de pré-candidato a vereador do PTB (partido de Massud) se r euniu com o prefeito darci, que disse textualmente aos futuros candidatos que queria que ele saíssem do PTB.

A proposta foi mais ou menso assim: eles tinham duas alternativas: ou saiam do PTB e iam para outro partido, ou ficavam no PTB, mas o Massud teria que ficar de bico calado na Câmara. Nada de investigação, nada de CPI. A contrapartida seriam la plata e estrutura para campanha.

No sábado, o recado de Darci foi passado ao vereador que respondeu na bucha que ele iria apertar o cerco ainda mais, ou seja, mais CPI e mais investigação da grana que foi pelo ralo (mais de R$ 2 bi).

Como isso supõe-se que nesta semana, o PTB pode passar por um processo de depuração.

domingo, 22 de maio de 2011

Caso Ramal Ferroviário - vereadores querem chamar uma nova audiência

Ainda sobre o assunto do Ramal Ferroviário, após a audiência, vereadores da oposição assumiram a frente e disseram que a Câmara puxaria uma nova audiência para voltar a debater o asusnto.

O Ministério Público seria convidado, assim como o prefeito ou seu representente. Membros da sociedade civil também teriam lugar de destaque. A Vale também seria convidada.

Um monte de "senãos" paira sobre a ideia. Primeiro. Tem que ver se os vereadores da base do governo não vão votar contra, como fizeram com a audiência da OSCIP, que morreu antes de nascer, detonada pelo voto contrário da bancada do governo. Segundo. Se esperarem a presença do prefeito, podem tirar o cavalo da chuva. Ele não aparece nem por um decreto.

Duvido muito que alguém da Vale dê as caras por lá. Não depois da traulitada do Chico Mendes.

Ressaca da audiência

Nas rodas dos chamados cientistas políticos emergentes da city a opinião geral é que a Vale se estrepou de verde e amarelo na última audiênia pública. Acostumada a impor seu ponto de vista, contar com a indiferênça do público e o beneplácito do Poder Público para "empurrar" seus projetos garganta abaixo da população (vide projeto S11D e Cobre do Alemão), a companhia se assustou com a reação da comuniudade.

Ainda na noite da audiência pública o comentário geral é que não haveria clima para fazer passar o projeto, "é indigesto e nesse momento quase inviável", teria dito o representante do Ibama.

Sangria desatada

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

Com maioria cuja fortaleza é celebrada de norte a sul, de leste a oeste, espanta que o governo precise recorrer a estratagemas típicos de oposição para evitar uma derrota em plenário, como fizeram os líderes governistas na Câmara dias atrás ao obstruir a sessão e derrubar o quórum para a votação do novo Código Florestal.

É igualmente espantoso que, com toda sua capacidade de aniquilar a oposição que fez a história do mito Lula, o PT no poder necessite recorrer a expedientes exorbitantes para impedir que requerimentos de convocação do ministro Antonio Palocci sejam postos em votação, correndo a trancafiar salas para evitar reuniões de comissões na Câmara e mandando o guarda da esquina atrás de deputados a arrancar cartazes das paredes da Casa.

Assim como é intrigante que toda lisura existente no processo de enriquecimento do ministro da Casa Civil nos últimos quatro anos em que esteve deputado federal necessite da contratação de serviços de emergência em comunicação e mobilização do governo inteiro numa operação dita de contra-ataque.

Ou essa maioria não é aquilo tudo o que se diz ou o crescimento do patrimônio de Antonio Palocci não está tão acima de qualquer suspeita como alegam seus defensores, que há dias tentam dar o caso por encerrado a golpes de gestos truculentos e de retórica falaciosa.

Evento esvaziado

Segundo o Blog do Wanterlor, o Encontro Municipal do PT, realizado no sábado, 21, nas dependências do Centro Universitário de Parauapebas não foi lá essas coisas. Há inclusive a pulga atrás da orelha de que a máquina tenha mexido os pausinhos para esvaziar o evento.

Tapajós e Carajás - a guerra nem começou

Do Blog do professor Manuel Dutra

A comparação é desproporcional, mas é válido lembrar Mao Tse-Tung quando disse que a revolução não é um banquete. Quem pensa - se há alguém pensando assim - que a institucionalização dos Estados do Tapajós e do Carajás são favas (quase) contadas, está redondamente enganado.


Podem ser criadas estas duas novas unidades, e devem ser criadas, mas os envolvidos na luta, de modo particular os partidários da separação, devem ter claro na cabeça que isso é e será dificílimo. Não digo impossível, mas a guerra ainda nem começou, a despeito de alguns tiros já disparados.

Primeiro, devem refletir que nenhum dos 26 Estados brasileiros foi criado dessa maneira, por um misto de ação parlamentar e movimento popular. O que mais se aproxima é Tocantins, instituído pelos constituintes de 1988, fruto de uma movimentação dos congressistas-constituintes sob a liderança do futuro multi-governador Siqueira Campos, que chegou a fazer greve de fome na Praça dos três Poderes, em Brasília.

Os demais foram criados por atos discricionários que vão do Imperador Pedro II (Paraná e Amazonas), passando por Getúlio Vargas (os Territórios Federais hoje Estados) até o general presidente João Figueiredo, que cortou ao meio o Estado do Mato Grosso. Atos autoritários, portanto, contra os quais não houve ou não se manifestou oposição, por óbvias razões.

Aí está a dificuldade histórica que remonta ao Descobrimento, com a criação das capitanias hereditárias, depois repartidas em sesmarias, que pariram o latifúndio que ainda está aí, lépido e fagueiro, consagrado pelo viés centralizador do poder central brasileiro e pelo patrimonialismo territorial subjacente à histeria e ao descontrole emocional, o que dá no mesmo, que invade a alma das elites tradicionais quando se fala em reorganização do território.

Até parece que dividir, reunir, incorporar território dentro da Federação é coisa do diabo, inconstitucional, é como separar-se do Brasil, criar um outro país. Ao contrário, pleitear novos municípios e novos Estados é tão constitucional quanto pagar imposto de renda.

As outras dificuldades contemporâneas são conhecidas e, por conhecidas, não podem passar despercebidas: estas dificuldades vêm desde Brasília até o município de Óbidos. O governo federal é contra e tudo fará para impedir o andamento do processo do plebiscito. A maioria dos congressistas, especialmente a imensa bancada paulista e de outros Estados são contra. O governo do Pará, naturalmente contrário, já está pondo em prática um arsenal que, em caso de haver mesmo plebiscito, só não contará com bomba atômica, mas o resto valerá!

E os empresários de Belém? Aqueles com raízes familiares e históricas aqui são contra e já se movimentam. Porém há outros, entre eles alguns também com antigas raízes aqui, estão na moita, como aliás se revela o "patriotismo" e o "regionalismo" de todo empresário, cuja pátria se encontra onde se encontram as oportunidade de aumentarem o seu capital.

O Grupo Yamada, por exemplo, já comprou meio mundo de imóveis dentro da cidade de Santarém, inclusive o antigo estádio de futebol, além de terras na BR-163, estocando, certamente, recursos para um provável futuro, a despeito de Fernando Yamada ter-se proclamado contra a conclusão da BR-163 e a criação do Estado. Mas isso ele disse faz tempo...

No varejo, há as dificuldades existentes no próprio interior da região Oeste do Pará. Em Óbidos, por exemplo, o jornalista Ronaldo Brasiliense, pretenso candidato a prefeito, prega o voto "não" no plebiscito, caso este se realize. Se ele se sente seguro para essa pregação é porque há quem o ouça. Mas Óbidos tem bronca histórica contra Santarém, desde os tempos idos em que aquele bela cidade da margem esquerda do Amazonas foi o mais importante porto entre Belém e Manaus, e sede de um importante grupamento militar de atalaia contra imvasores estrangeiros.

A desconfiança é velha também entre outros municípios da margem esquerda, onde há pessoas que alegam que o nome "Tapajós" não lhes respeito, está longe, etc. O que não deixa de ser verdade, embora isso não passe de uma desculpa para a velha aspiração de Óbidos de se tornar também sede de uma entidade autônoma.

Além do mais, a pergunta: quando o projeto do Tapajós sairá do Senado? O que acontecerá quando, e se, chegar à Câmara? Há possibilidade de fazer o plebiscito só do Carajás? Aí a derrota é certíssima, pois só existe alguma chance de o plebiscito ser favorável às duas entidades se as duas entrarem na mesma consulta popular. O projeto do Tapajós empacou na Câmara por causa da estupidez de aumentarem absurdamente o tamamnho do território, chegando a quase 60% do Pará inteiro, fazendo crescer, dessa forma, a raiva do governo e dos políticos paraenses opostos à divisão.

E tem mais e muito mais: as manobras parlamentares, os recursos que irão ao infinito no STF até minutos antes de começar a votação do plebiscito. Como se sabe, o STF ainda nem decidiu quais são as áreas "diretamente" interessadas. Vai decidir quando? A decisão vai favorecer o viés histórico: fica tudo como está, nada muda. E tem a campanha que, se houver, será feroz e num nível que é fácil de prever o que será dito na televisão e no rádio.

Como se percebe, a guerra está só no começo. Para os adeptos da criação dos Estados do Tapajós e do Carajás há um longo, a "very long, long, long way to run...". O banquete, se ainda for nesta geração, já tem o cardápio, esse que está aí acima.

Mas, para consolo dos que esperam o dia da festa, lembro o que disse um natural adversário da divisão territorial, mais ou menos com estas palavras: Sou contra a criação do Estado do Tapajós (não se falava ainda do Carajás), mas sei que ele será criado um dia, seja neste século, seja no próximo". Quem assim falou foi o empresário e político paraense de Marabá, mas que sempre viveu em Belém, Oziel Carneiro, em artigo no jornal O Liberal, há cerca de 25 anos, pouco tempo depois que ele tentou, sem êxito, ser governador do Pará. Ele falou ainda no século 20 e já estamos no 21.

Canção agreste

Marcel Nogueira

Corrente do ribeirão,
vida andante sem fim
já não tem andado tanto,
o tempo passa, no entanto,
ela continua aqui...

Força maior do que o tempo,
volta a acender os sentidos.
Uma canção sofrida demais,
que se espalha nos campos gerais
nada mais...

Que uma sinfonia
que renasce igual semente
tão agreste, tão purgente
ninguém vê
que as esperanças vão morrer
quando a canção de amor,
qual flor de girassol
na noite emudecer.

Charge

sábado, 21 de maio de 2011

Plebiscito do Tapajós será votado dia 25

Brasília - A realização de plebiscito sobre a criação do Estado do Tapajós está na pauta da reunião da próxima quarta-feira (25) da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado. O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 19/99, do senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), foi aprovado na Câmara em forma de substitutivo.

O relator da proposta na CCJ, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), deu parecer favorável à aprovação da proposta, que prevê consulta à população sobre a separação da parte oeste do Estado do Pará para a criação do novo estado. O Congresso já aprovou projeto semelhante que prevê um plebiscito sobre a criação do Estado de Carajás, no sudeste do atual território paraense.

Reforma política
Na reunião de terça-feira (24), os senadores também devem fazer a leitura das primeiras propostas elaboradas pela Comissão da Reforma Política, como a proposta de emenda à Constituição (PEC) 37/11, que reduz o número de suplentes de senador de dois para um, e a PEC 40/11, que proíbe coligações partidárias nas eleições proporcionais.

Ainda consta da pauta da CCJ o exame do Projeto de Lei do Senado (PLS) 41/11, que altera o Código Eleitoral (Lei 4.737/65), estabelecendo que os suplentes de senador sejam os outros candidatos mais bem colocados no pleito, em número de dois para cada titular. Hoje cada candidato a senador já forma chapa com dois suplentes.

A reunião da CCJ na quarta-feira (25) está marcada para as 10 horas, na Sala 3 da Ala Alexandre Costa. (Paola Lima / Agência Senado)

Coronel Monteiro em Marabá

O tenente -coronel Sebastião Monteiro, que durante muito tempo foi comandante do quartel da Polícia Militar de Parauapebas acaba de assumir o comando do 4º BPM de Marabá.

Mesmo de longe, o blog deseja sucesso ao competente militar.

Furto na escola João Prudêncio

De terça para quarta, arrombadores, aproveitando a escuridão fizeram um limpa na escola Joao Prudêncio de Brito, no bairro Primavera.

Não escaparam do "baculejo" nem a merenda escolar e um botijão de gás que foi subrtraído.

No dia seguinte a merenda foi à base de frutas.

Audiência em Canaã - Bekão diz que não foi diferente

Luz, Câmeras, AÇÃO!


Um aparato policial, UTI Móvel, dentre outros, tudo para dar suporte a uma ‘medíocre’ Audiência Publica objetivando ‘discutir’ o Ramal Ferroviário Sudeste do Pará que aconteceu na ultima quarta-feira, (18), na Escola Futuro Educacional Êxito, em Canaã dos Carajás.

O real sentido da audiência ficou em segundo plano, pois o que se tornou evidente foi à condição de superioridade imposta pela mineradora, VALE diante da fragilizada população de Canaã dos Carajás, com o aval do representante do IBAMA que ao invés de agir com ‘imparcialidade’, se mostrou um defensor dos interesses da mineradora durante o transcorrer de toda audiência.

Atitudes desprezíveis e até certo ponto irresponsáveis podem ser atribuídas à parte interessada, mineradora VALE que não disse a que veio, não respeitando direitos, daqueles moradores que residem nas áreas afetadas pela construção da ferrovia, querendo adquirir apenas partes das propriedades, forçando uma venda futura a preços irrisórios, diante das praticadas pelo mercado imobiliário.

Enfim o publico que se fez presente a Escola Futuro Educacional Êxito, certamente não saiu satisfeito com a forma que representantes da mineradora, VALE e IBAMA conduziram a reunião, tentando intimidar os presentes, não expondo abertamente os benefícios da ferrovia, sendo que apenas teria utilidade para o transporte de minérios, sequer existem condicionantes que possam vir a beneficiar nosso município.

Ouvimos, ouvimos, não fomos ouvidos, sequer tivemos os direitos respeitados, agora seremos obrigamos a ‘engolir’ as decisões da VALE, apenas...

Acesse o www.blogdobekao.blogspot.com

Matutu disse

Matutu disse:
"Vou usar da prerrogativa de ser matutu e fazer um comentário. A CVRD que nunca respeitou prefeito desta vês não será diferente, o tal ramal vai sair, como este prefeito e um banana e o PT e uma titica, e a oportunidade dos tais prefeitaveis mobilizarem a população e peitarem a Vale. Esta empresa só atende as reivindicações quando mexem no seu lucro, seu patrimônio etc e tal, mas o que não da para entender é que os tais prefeitaveis permanecem num silencio profundo. Hei Walmir Mariano, Zé Reinaldo, Maguilliano, e outros, vocês tem relações comercias com a VALE por isto estão calados? Olha estamos atentos".

Nota - O Matutu anda pessimista demais para o meu gosto.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Ele não sabe o que é isso

Na audiência pública, ocorrida ontem, 19, o vereador Israel Barros, o “Miquinha” disse que a Vale teria que dar contrapartida ao município para passar o ramal ferroviário pelo perímetro urbano, “o prefeito não pode ter a responsabilidade disso”, disso. Foi o que bastou para um cidadão emendar: “é claro que não pode ter responsabilidade, ele não sabem nem o que é isso”.

Denúncia

Atenção que essa é séria. Funcionários do setor de Radiologia do Hospital Municipal de Parauapebas (HMP) denunciam mudança na sua carga horária. Segundo a denúncia, os servidores concursados, por sinal, passaram de 96 horas, para 120 horas mensal de trabalho. Segundo consta, três funcionários (um da Funasa e dois da OSCIP Bem Viver teriam cargas horárias diferenciadas, o que fere o princípio da isonomia da Constituição Federal, no seu artigo5º.

Deve-se dizer que segundo a Lei Federal nº 7.394/85 a carga horária dos técnicos de Radiologia é de 24 horas semanal, que totalizariam 96 horas mensal. Dois detalhes: 1) os denunciantes tem escalas e folhas de pontos para comprovar. 2) a situação discriminatória e irregular vem desde setembro de 2010.

Encontro

Hoje (20) a partir das 14 horas acontecerá o IV Seminário dos Assistentes Sociais de Parauapebas, intitulado “Serviço Social, Compromisso de Classe, por uma Sociedade Emancipada”. O local o encontro é o auditório da Câmara Municipal.

Câmara instala CPI para investigar prefeito

Um recurso muito utilizado em outros parlamentos, o de esvaziar o plenário para obstruir uma pauta indesejada foi utilizado nesta terça-feira. (17).

O plenário lotado de populares, que acompanha semanalmente o trabalho do Legislativo viu apenas os quatro vereadores de Oposição, Antônio Massud (PTB), Francis Resende (PMDB), Adelson Fernandes (PDT) e Faisal Salmen (PSDB), além do presidente da Casa, Eusébio Rodrigues ocuparem os assentos no plenário, enquanto os vereadores da base governista, Odilon Roca de Sanção (PMDB), Raimundo Vasconcelos (PT), Israel Barros, o “Miquinha” (PT), Zé Alves (PT), Wolner Wagner (PSDC) e Percília Martins (PRTB) não compareciam ao plenário.
Apesar da tentativa de obstrução, a CPI foi instalada e a gora só falta a escolha dos membros.

Estratégia –O objetivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) é a investigação das denúncias presidente demissionário da Vale, Roger Agnelli, que numa revista de circulação nacional e para reportagem da Folha Online ele afirmou que a Vale repassara para a prefeitura de Parauapebas R$ 700 milhões nos últimos cinco anos e que os recursos tinham sido usados indevidamente. Agnelli também se referiu a quantias milionárias pagas a um escritório de advocacia de Santa Catarina.

Apesar de ser minoria na Câmara, os vereadores da oposição tinham como certa a instalação da CPI. O Regimento Interno da Casa determina que 30% dos votos dos vereadores são suficientes para a instalação de uma CPI, ou seja, quatro assinaturas eram suficientes para deflagrar a investigação.

Com a pauta obstruída, os vereadores presentes apenas usaram a tribuna, o que acabou frustrando a assistência. Massud explicou porque assinara a CPI. “Essas informações nós tínhamos conhecimento porque ela é de conhecimento geral, tanto que o presidente da Vale denunciou”, disse, o vereador do PTB, que listou um lista de empresas que teriam faturado perto de R$ 50 milhões de 2010 para cá, “nos processos constam que esses serviços são de pavimentação e abertura de estradas, mas ninguém vê obras de pavimentação, salvo as operações tapa-buracos”.

Faisal também usou a palavra e disse que a instalação da CPI era uma necessidade porque as denúncias eram muito graves.

Francis Resende estranhou a ausência dos vereadores da base e enumerou as razões porque assinara a CPI, “minha filha que estuda fora, sempre vem aqui ele pergunta porque a classe política não gosta de Parauapebas. A minha assinatura deixa claro que eu gosto de Parauapebas”.

O vereador Adelson chegou a dizer que os vereadores tinham responsabilidade e que fugir do plenário não adiantaria muito, “faltar as sessão é passível de punição”.
No final a CPI foi instalada e deve começar os trabalhos nos próximos dias.

População diz não para o Ramal Ferroviário

Por essa nem os mais céticos esperavam. A audiência pública ocorrida na noite de ontem (19), nas dependências da escola Chico Mendes revelou que a população não quer nem ouvir falar em ramal ferroviário.

Praticamente todas as manifestações externadas no auditório do colégio foram contra a passagem do ramal ferroviário no perímetro urbano.

A audiência pública – Cercada de muitas expectativas, a audiência pública recebeu um público de mais de 600 pessoas. Estudantes, líderes comunitárias, lideranças políticas e cidadãos comuns pessoas compareceram e participaram ativamente.

Depois da explanação, levada a cabo por funcionários da Vale e das possibilidades de geração de emprego, começou a fase de debates.

O primeiro a se manifestar foi o ex-vereador Wanterlor Bandeira, que enfatizou que o município não ganharia nada com o ramal ferroviário, ao contrário, a estrada ferro que ligará o projeto S11D, em Canaã à estação ferroviária de Parauapebas será extremamente danosa à vida da cidade.

A mesma opinião teve o professor Leônidas Mendes, que mostrou por meio de números o lucro de R$ 11 bilhões da mineradora nos primeiros três meses de 2010. “Apesar do lucro com o minério de ferro, a Vale se recusa a um investimento de um campus universitário para 15 cursos, no valor de R$ 84 milhões”, disse, revelando que com a implantação do ramal, o município receberia uma população de cerca de 35 mil novos habitantes, ocasionando um novo fluxo migratório.

Faisal Salmen também falou em compensação. Para o vereador do PSDB, além da universidade, fábricas de equipamentos e beneficiamento teriam que fazer parte das condicionantes para que houvesse a concessão.

Na mesma linha, os vereadores Israel Barros e Adelson Fernandes se declaram contra o ramal ferroviário. Adelson lamentou que a audiência não fosse deliberativa. Para ele, se o ramal for construído, prejudicará o município.

Marden de Lima também lamentou a ausência do prefeito e defendeu outras audiências para que a população pudesse ter acesso às informações dos impactos ambientais e sociais que a linha de ferro traria para a cidade. No final ele se declarou terminantemente contra.

Cláudio Feitosa, que fora componente de uma comissão formada para avaliar os impactos e propor soluções para a possibilidade da implantação do ramal ferroviário recorreu ao argumento dos lucros da Vale nos últimos anos, “boa parte dos lucros da mineradora é proveniente da exploração do ferro, o que nós queremos é que a empresa se sensibilize e nos ajude a criar uma nova matriz econômica, que poderia ser a de um polo de conhecimento com uma universidade tecnológica, um hospital universitário para cursos de medicina, farmácia, enfermagem”, disse, acrescentando que a contrapartida proposta pela Vale era de apenas R$ 12 milhões, o que gerou muitos apupos para a companhia.

No final, o que ficou claro foi a imensa insatisfação da população com relação a Vale, entretanto, se valer o comportamento dos últimos tempos isso não deve incomodar a companhia, que não tem a preocupação de agradar o município, do qual ela retira a maior dos seus lucros.
A boa notícia foi de que o prefeito Darci Lermen teria desistido de dar a concessão para o ramal ferroviário pelos R$ 20 milhões que foram noticiados no HOJE. Ao que parece, a opinião pública pesou na decisão.

A importância dos grupos

A cinco meses da data-limite para a filiação dos que pretendem se candidatar a cargos eletivos nas eleições de 2012, o que se vê é uma paradeira só.

Considerando que o fim das coligações proporcionais está na bica de ser aprovado no Congresso, o que praticamente inviabilizaria a vida eleitoral de partidos considerados nanicos, teríamos então, por assim dizer, uma briga de cachorro grande. O duro é que os tais cachorros grandes não estão se preparando e cinco meses na política é um piscar de olhos.

Com exceção de uns poucos partidos, que não perderam a estrutura ao longo do tempo, como por exemplo, o PT, favorecido pelo poder e pela tradição de movimentar as bases, pouca coisa sobrou. Fora disso, o que existem são iniciativas recentes das diretorias de alguns partidos, visando 2012, mas é uma coisa pontual.

Nesse processo de restruturação, PTB e PP estão saindo na frente. Se as eleições fossem hoje, a tendência é que esses partidos elegessem pelo menos três vereadores, cada. O problema é que o “se” não faz parte da política e até outubro de 2012 muita água ainda vai rolar por debaixo da ponte.

O PTB tem um bom grupo, no qual não há um favorito destacado, o que abre a possibilidade de uma eleição com uma quantia razoável de votos, algo em torno de 1.200. Mesmo sem a presidência da Câmara e da secretaria de Urbanismo, o presidente Massud tem se saído muito na articulação. Como é bastante homogêneo, o partido é um atrativo para as que lideranças que querem se eleger. Se não perder ninguém, o PTB terá um time de respeito; se perder, ainda assim será interessante.

Outro partido que se movimenta é o PP, principal aliado do PT. Além de ter o vice-prefeito, o partido conta com duas secretarias (Esporte e Urbanismo). Nos últimos dias, a legenda trouxe para seus quadros nomes de pesos e busca outros. O presidente Roque Dutra sabe que quem sabe faz a hora.

O PDT também passa a ser atrativo, principalmente pelo fator Valmir. Como o empresário está em alta, muitos pretensos candidatos a vereador gostariam de estar ao lado de um protagonista, entretanto, o partido deve se mexer, pois corre o risco de ter um desequilíbrio, ou seja, um candidato a prefeito forte, e um grupo de candidato a vereador que deixa a desejar.

Apesar de esse ser um período de aquecimento, é nesse momento que se percebe quem terá garrafa vazia pra vender. Nesse cenário, PMDB e PSDB devem se cuidar. Até agora não se viu quase nenhuma movimentação desses partidos.

Os dois partidos apresentam carências de militância, sinal de que não está havendo movimentação suficiente. Existem os chamados medalhões, mas faltam os medianos, que são importantes na construção do quociente eleitoral. O PSDB, por exemplo, é o partido do governador, o que em tese significa que deverá vir forte, entretanto, como disso anteriormente, isso é apenas em tese.

(artigo publicado no HOJE 458 - Coluna do Marcel)

HOJE - 458


Com não poderia deixar de ser, o HOJE trata da audiência pública e da repercussão negativa do empreendimento da Vale, de passar o ramal ferroviário pelo perímetro urbano. A inauguração do Unique Shopping Parauapebaas também é destaque.

Terça-feira, na sessão - cadeiras vazias


A estratégia do líder do governo, Odilon Rocha desgastou os vereadores da situação, que não apareceram na sessão. No final, saiu o gasto pela despesa. Os vereadores não apareceram, as cadeiras ficaram vazias e mesmo assim, a CPI contra Darci foi instalada.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

CPI instalada

Em conversa com Massud, o blog ficou sabendo que a CPI para investigar o desvio de R$ 700 milhões já está devidamente instalada, faltando apenas a escolha dos nomes que irão compor a comissão.

Pelo visto, a ausência dos vereadores da base governista na sessão de terça-feira não adiantou muito.

Massud na Arara Azul

Daqui a pouco, o vereador Antônio Massud (PTB) será o entrevistado do radialista Demerval Moreno, na Rádio Arara Azul. Massud vai à emissora com uma calhamaço de documentos spbre desvios de recursos, empresas que faturaram os tubos em 2010 e 2011. Se derem linha na pipa, não vai sobrar pedra sobre pedra.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Charge

Vereadores de Jacundá visitam Câmara de Parauapebas

Os Vereadores do município paraense de Jacundá, localizada no Sudeste do estado, visitaram a Câmara Municipal de Parauapebas, na manhã desta quarta-feira (18). Lindomar dos Reis Marinho (PT), Presidente da Câmara Municipal de Jacundá, a Vereadora Rosa Maria Mulato de Souza (PSB) e o Tesoureiro Adalto Nunes conheceram melhor a estrutura da Casa e da Biblioteca Legislativa "Sônia Cortês" na companhia do Presidente Euzébio Rodrigues (PT). Segundo Lindomar Marinho, é importante estreitar o relacionamento entre as Câmaras para que ambas as Casas troquem experiências para melhorar ainda mais o trabalho do Legislativo.
Fonte: Assessoria de Imprensa CMP

Desportias na Câmara pela quarta vez

Na sessão de terça-feira desportistas ligados ao secretário de Urbanismo, Roque Dutra voltaram a ocupar as dependências da Câmara pela quarta vez. Esforço em vão. Por conta da obstrução da pauta por parte dos vereadores da situação, o requerimento que pede prestação de Contas da Liga Esportiva não entrou em votação.

Tem gente que acha que tudo não passa de armação.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Anedota

Nas rodas do coquetel do Unique Shopping uma anedota. O prefeito Darci, que apareceu lépido e fagueiro primeiro teria se certificado que Roger não iria, "então tá, eu vou".

Como se sabe, depois das últimas, os dois não escovam os dentes com a mesma escova.

Por 20

O ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, multiplicou por 20 seu patrimônio em quatro anos. Entre 2006 e 2010, passou de R$ 375 mil para cerca de R$ 7,5 milhões, informa reportagem de Andreza Matais e José Ernesto Credendio na Folha. Segundo Palocci, o avanço do patrimônio ocorreu com rendimento de consultoria. Sei...

Darci no coquetel do Unique Shopping

Parecia que o prefeito Darci havia perdido o rumo de casa, depois do oceano de denúncias da semana passada, mas para surpresa de muitos, o gestor deu as caras no coquetel de inauguração do Unique Shopping Parauapebas, hoje, a partir das 19 horas.

Depois de muito termpo Darc circulou e até deu entrevistas e... não foi vaiado. Gente civilizada é outro departamento.

Roger Agnelli volta a acusar Darci Lermen

(Folha Online)

Cinco dias antes de deixar o cargo, o presidente da Vale, Roger Agnelli, disse ontem que enviou à presidente Dilma Rousseff uma carta em que aponta indícios de suposto desvio de royalties da mineração por parte da prefeitura de Parauapebas (735 km de Belém), administrada por Darci José Lermen (PT).

Agnelli escreveu a Dilma, em março, para informar que a Vale e outras mineradoras foram autuadas por supostamente terem diminuído o repasse da CFEM (compensação pela exploração de recursos minerais) --tributo conhecido como "royalty da mineração".

Na carta, revelada por reportagem da revista "Época" publicada na semana passada, ele diz que a disputa entrou num "contexto político" após prefeituras contratarem consultores para arrecadar "altos e teóricos valores que não são devidos".

Agnelli confirmou o conteúdo da carta ontem, ao inaugurar o complexo Onça Puma, o primeiro projeto de exploração de níquel da Vale no país, situado em Parauapebas, Ourilândia do Norte e São Félix do Xingu, no Pará.

O executivo deixa o cargo no fim desta semana, desgastado com o governo do PT.

Na carta, ele citou como exemplo do suposto esquema a cidade de Parauapebas. O município foi responsável por 73% de todo a CFEM arrecadada no Pará em 2010.

Ontem, Agnelli disse que os valores que Parauapebas ganhou com os royalties desde a década de 1980 não parecem ter sido aplicados em benefício da comunidade.

O Ministério Público do Pará e o Tribunal de Contas dos Municípios investigam se houve desvio.

O prefeito de Parauapebas negou irregularidades e disse, por meio de nota, que o dinheiro arrecadado "foi aplicado em obras e serviços, de acordo com as normas constitucionais".

A Presidência da República confirmou que recebeu a carta. Segundo o Planalto, ela foi enviada para o Ministério de Minas e Energia. Ainda segundo a Presidência, a questão entre a Vale e as prefeituras é "judicial".



17/05/2011

segunda-feira, 16 de maio de 2011

As diabruras do Palocci

Nos últimos quatro anos como deputado federal, Antonio Palocci, Chefe da Casa Civil da presidência da República desde janeiro, multiplicou por 20 o valor do seu patrimônio, segundo reportagem publicada ontem pela Folha de S. Paulo.

O que tinha em 2006 valia R$ 375 mil, conforme consta de sua declaração à Justiça Eleitoral.

Há um ano comprou um escritório em área nobre da capital paulista por R$ 882 mil.

Pouco antes de virar ministro, e na mesma cidade, comprou um apartamento de luxo por R$ 6,6 milhões.

Como deputado, em quatro anos, recebeu em salários R$ 974 mil, brutos.

O que fez Palocci enriquecer tão rapidamente?

Resposta dele: serviços de consultoria por meio de uma empresa que criou e da qual foi dono de 99% das ações.

Quais foram seus clientes?

Palocci não revela.

Quanto recebeu de cada um deles?

Palocci não diz.

Qual a natureza da consultoria prestada?

Palocci é vago.

Seus clientes tinham negócios com o governo?

Palocci não responde.

Seus clientes passaram a ter negócios com o governo depois que lhes deu consultoria?

Palocci silencia.

Servidor público comum é proibido de exercer cargo administrativo em empresa privada.

Servidor público eleito (parlamentares, governadores e prefeitos), pode - salvo em empresas de comunicação. E por motivos óbvios.

Em casos assim, o político dribla a proibição da lei e repassa a parentes ou a testas de ferro a tarefa de administrar seus jornais, emissoras de rádio e de televisão. Desde que o beneficiem, é claro. E prejudiquem seus adversários.

Até prova em contrário, Palocci é um político honesto, e agora rico. Mas que passou a dever explicações ao distinto público.

Se não oferecê-las ou se elas não forem convincentes, passará à condição de político honesto, rico, mas sob suspeita.

É o mínimo – ou não é?

Coquetel

Amanhã às 17 horas coquetel de apresentação do Unique Shopping Parauapebas.

domingo, 15 de maio de 2011

CPI vem aí

Protocolado pedido de CPI na Câmara de vereadores. O assunto é investigar a denúncia feita pelo presidente demissionário da Vale, Roger Agnelli à revista Época. Agnelli fala em 700 milhões de reais que foram pelo ralo na administração de Parauapebas, além de pagamentos indevidos para um escritório de advocacia.

Mijões


Deu no Blog do Wanterlor e nos narizes de todos que passam pelo local em dia de evento na Praça dos Eventos, na Cidade Nova. ''impressionante a quantidade de pessoas que utilizam as ruas nos arrabaldes da Praça de Eventos como banheiro. Os 'cabocos' perderam a vergonha e não respeitam mais ninguém. Aumentar a quantidade de banheiros químico e uma ampla campanha de conscientização poderia minimizar essa situação''. É bom que se diga que não é só homem, não. A mulherada também se faz presente. É só agachar entre um carro e outro, aí é chi... chó... chuá....

Feitosa esclarece

Componente da comissão que inicialmente conversou com a Vale sobre uma compensação para a implantação do ramal ferroviário Claúdio Feitosa fala sobre o caso, sem desculpas, sem meias palavras e bastante revelador. Pena que não foi ouvido o suficiente. No final, ele fala em unir a sociedade para lutar. É complicado, quando se sabe que o prefeito, que por dever de ofício deveria liderar o processo, já arriou a mochila e entregou o ouro por uma bagatela.

"Para que as informacoes a mim pertinentes nao briguem com a verdade, elucido.

Defendi desde sempre que a compensacao deveria vir na condicao da construcao de uma cidade universitária. Além disso, defendi um aporte da compensacao que viabilizasse a transformacao do futuro hospital em Hospital Universitário. No meu entendimento, só assim poderemos garantir que esse investimento tenha a participacao do Estado (através da UEPA) e da Uniao (através da UFPA).

Coube à Seplan a elaboracao de estudo que permitisse essa negociacao. O estudo foi levado a cabo pelo Leo Mendes. Tive acesso ao estudo em sua versao preliminar, que já demonstrava estar no rumo certo. O valor a que se chegou beirava 90 milhoes.

Nesse processo participei apenas de duas conversas, e só.


Continuo achando que o ramal ferroviário, nas condicöes apresentadas, será um verdadeiro cavalo de Tróia.

Mas, esse limao pode virar limonada, se soubermos unir a sociedade em defesa dos seus interesses.

Penso que a proposta da cidade Universitária é a solucao ideal, já que além de ser uma compensacao, a proposta caminha na direcao da implantacao de uma nova matriz econômica real e promissora. Nas nossas confabulacoes, projetávamos que em 10 anos a Cidade Universitária teria condicöes de abrigar de 15 a 20 mil alunos, diminuindo fortemente o grau de dependência da economia da cidade à mineracao, hoje na casa de 80 por cento.

Uma cidade que tem isso, näo precisa temer o futuro. Uma cidade que só tem minério, näo tem futuro!

é isso!

grato e um abraco,

Cláudio Feitosa"

sábado, 14 de maio de 2011

Cada lugar tem a sua função

Pra falar Darci vai pra Marabá, pra curtir uma festa, vai pra Curionópolis. Para buscar dinheiro aí o lugar é Parauapebas.

Darci fala... em Marabá

Depois de ser acusado de ter torrado R$ 700 milhões em royalties em aplicações suspeitas, o prefeito de Parauapebas resolveu falar, mas... em Marabá.

Darci disse que eram mentiras as acusações de Roger Agnelli, que não arrecadara R$ 700 milhões de royalties e sim R$ 580 milhões, aproximadamente.

Darci só se esqueceu de dizer que entre outras receitas, como ICMS e ISSQN, FPM nos seis anos foram arrecadados mais de R$ 2. bilhões. Ah, convenientemente ele não disse que o conjunto de obras nesse seis anos de mandato não ultrapassa a R$ 150 milhões.

Charge

Câmara discute problema dos camelôs

Discutir e apresentar alternativas referentes à situação dos camelôs. Foi com esse propósito que a Câmara Municipal de Parauapebas realizou Audiência Pública na manhã da última quinta-feira, 12, com o tema "ALTERNATIVAS AO COMÉRCIO REALIZADO PELOS VENDEDORES AMBULANTES (CAMELÔS) NO MUNICÍPIO DE PARAUAPEBAS". Além disso, a Audiência, que também teve como principal objetivo desobstruir as calçadas e as praças da cidade, bem como buscar melhores condições que permitam a categoria exercer a atividade profissional de forma legal.

A Audiência Pública foi solicitada por meio do Requerimento N° 055/2011, de autoria conjunta dos Vereadores Francis Resende (PMDB), Adelson Fernandes (PDT) e Antônio Massud (PTB). Vários assuntos foram discutidos, entre eles um melhor ambiente de trabalho para os vendedores.

Segundo o Presidente da AVAP (Associação dos Vendedores Autônomos de Parauapebas) Reginaldo Guimarães, a Audiência Pública é de grande valia para todos os vendedores ambulantes. “Essa Audiência é para o Prefeito, o Secretario de Urbanismo explicar para nós porque estão nos tirando das ruas se não tem uma área para nos colocar para trabalhar”, disse.

Para “Seu Paraná” como é conhecido, que também é camelô, a Audiência Pública foi muito importante para discutir a melhoria do ambiente de trabalho. “Queria que construísse uma feira digna e moderna. Tem que ser uma área de fácil acesso, para construirmos uma nova Feira do Produtor”, contou.

Preocupados com a situação dos trabalhadores, os Vereadores registraram o pedido da categoria para posteriormente encaminhar ao Chefe do Poder Executivo. Um local com melhor infraestrutua e liberdade de vender um produto foram algumas das solicitações dos ambulantes. Além disso, uma comissão formada por Vereadores e representantes dos camelôs foi constituída para solucionar do problema. Segundo a Vereadora Francis Resende (PMDB), uma das autoras do requerimento, a Audiência foi importante para mobilizar todos os camelôs. “Nosso objetivo era conseguir fechar uma pauta para levar ao Prefeito, porque não é só um assunto dos camelôs, é também dos trabalhadores da Feira do Produtor e do “Costa pra Rua”. Nosso objetivo foi alcançado, conseguimos fechar uma pauta e fazer uma comissão dos vendedores ambulantes juntamente com essa Casa” concluiu.

Fonte: Assessoria de Imprensa da CMP

Doação de sangue

Nos dias 14 e 15 de maio, das 08 às 12 horas a secretaria de Saúde estará promovendo a campanha de doação de sangue. Qualquer pessoa saudável, com idade entre 18 e 65 anos e peso a partir de 50 quilos pode doar sangue. O candidato deve estar bem alimentado e munido de documento de Identidade. Após preencher cadastro, ele passa por uma triagem médica para saber se é apto ou não a doar sangue. Se aprovado, o candidato faz a doação e logo em seguida um lanche para repor as proteínas.

Ramal ferroviário - negócio que precisa ser investigado

Marcel Nogueira

Enquanto a sociedade discute estupefada as denúncias de desvio de dinheiro público, feitas pelo presidente demissionário da Vale, Roger Agnelli, mais uma golpe contra Parauapebas está sendo maquinado dentro dos gabinetes. De longe a coisa parece com uma situação normal, uma negociação qualquer, entretanto, à luz de uma análise mais aprofundada percebe-se logo que o município será mais uma vez prejudicado, e isso com a participação e o beneplácito do prefeito Darci Lermen e de seu fiel escudeiro, Ernane Maergalho, secretário de Finanças do município.

Trata-se do ramal ferroviário, uma estrada de ferro cujo fim exclusivo é transportar minério de cobre do Sossego e do Projeto de ferro de Canaã dos Carajás S11D. O ramal terminaria no pátio de cargas da estrada de ferro Carajás, na altura de Parauapebas.

A previsão é de que a estrada de ferro cortará cerca de nove mil metros do perímetro urbano da cidade. O ramal deverá passar nos limites do loteamento Nova Carajás, passando um pouco depois da chácara do vereador Faisal Salmen, mais exatamente perto da propriedade do fazendeiro conhecido por Zequinha do Leite, seguindo em direção do terminal ferroviário.
Como o leitor já deve ter percebido, a cidade será dividida em dois blocos. Um muro de concreto deverá ser erguido pela companhia.


No início do ano, o prefeito criou uma comissão composta pelo secretário adjunto de Planejamento, Leonidas Mendes; pelo secretário de Cultura, Cláudio Feitosa e do ex-presidente da Liga Esportiva de Parauapebas e hoje secretário de Urbanismo, Roque Dutra. Às vezes juntava-se à comissão, o presidente da Câmara, Eusébio Rodrigues.
A ideia era negociar a concessão do perímetro urbano uma contrapartida condizente com a magnitude do projeto, com os impactos e transtornos que o ramal causaria no cotidiano da cidade.

Ainda que as informações sejam artigo de luxo, sabe-se que a comissão se reuniu com a diretoria da Vale várias vezes, pelo menos uma vez no Rio de Janeiro. O secretário de Cultura não confirma, mas, a informação chegada até a reportagem foi de que Feitosa teria sugerido algo em torno de R$ 100 milhões pela concessão. Já Leônidas Mendes colocara como ponto de partida para que a negociação avançasse a construção de um campus universitário com capacidade para 19 cursos, com laboratórios e infraestrutura. O campus seria utilizado pela Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, previsto para ser implantado em Parauapebas num futuro próximo. A partir daí, a c omissão oficializou a proposta

Segundo o que foi levantado, a Vale não teria aceitado o acordo proposto da comissão e passara a conversar individualmente com o prefeito e com secretário de Finanças. Não se sabe o argumento usado, mas a verdade é que a comissão pouco a pouco perdeu a importância e nas últimas reuniões não passava de uma figura decorativa.


Leo Mendes não confirma, mas segundo o que foi apurado, em uma ocasião, Margalho o procurara para pedir que ele “maneirasse” nas exigências. Ele teria dito que a Vale poderia entrar na justiça e não pagar nada ao município. Como advogado era impossível que Margalho desconhecesse que cabe ao município legislar e cuidar dos seus interesses e que negociar uma concessão, ou negála era prerrogativa sua.

Na semana passada, vazou a notícia de que o prefeito teria dado a concessão pelo valor simbólico de R$ 20 milhões.

Para se ter uma ideia do quanto o montante é irrisório, toma-se por base o valor pago pelo Banco do Brasil ao município pelas contas do servidores da prefeitura, que foi algo em torno de R$ 10 milhões, ou seja, o banco pagou para prestar um serviço por tempo determinado. Já o prefeito teria “entregado” a concessão de forma vitalícia por R$ 20 milhões.



Mais uma vez o prefeito trabalha contra os interesses do município, o que não é de admirar, uma vez que ele tem feito isso sistematicamente. Nas audiências públicas do S11D, do Projeto Cobre do Alemão e por último, na apresentação do Ramal Ferroviário na Acip ele nem se deu ao trabalho de comparecer. Talvez ele não tenha se dado conta das consequências perenes e de que o ramal dividirá a cidade em dois blocos, com risco de se criar uma espécie de gueto social, depois do muro da ferrovia; talvez ele não tenha se atentado para o barulho ensurdecedor que a população será submetida com dezenas de composições ferroviárias, de 240 vagões trafegando diariamente; talvez ele não tenha querido perceber que o ramal será um intruso na cidade e mais ainda, que o município não tem o menor interesse de contar com ele, ao contrário, o interesse é da Vale, portanto, ela que pague o justo pela concessão, ou então que faça um desvio pelo município de Curionópolis. Por último, o prefeito talvez tenha desprezado um investimento de quase R$ 90 milhões (a universidade), em troca de dinheiro vivo (porque, ninguém sabe).

À Câmara cabe uma investigação, uma vez que depois de implantada, não haverá mais volta; à sociedade organizada caberá o recurso de ir à justiça para anular a tal concessão (partindo do princípio que ela já foi assinada). Ao Ministério Público, que ele atue de ofício, sem esperar ser provocado.