"De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha
de ser honesto".

(Rui Barbosa)


domingo, 3 de fevereiro de 2013

COLUNA DO MARCEL


Uma nova missão

Na semana passada tirei boa parte do meu tempo para explicar aos leitores mais pertinentes a razão do meu afastamento do jornal HOJE, do qual fui diretor durante sete anos.

Primeiramente tive que dizer que o jornal estaria em muito boas mãos, uma vez que Vinicios Nogueira não é nenhum neófito na função; na sua trajetória ele reúne experiências em outros jornais locais como o Carajás, o Correio do Pará, além do próprio HOJE, sem falar em seu trabalho como free lancer nos jornais Diário do Pará e O Liberal, de modo que não haverá nenhuma ruptura ou motivos para maiores preocupações, o leitor com certeza será contemplado com um jornal bacana e fiel à realidade de Parauapebas.

Em segundo lugar começa agora uma nova fase na minha vida, na qual conciliar a prática do jornalismo na sua plenitude com a nova função seria quase impossível; faltaria isenção, artigo de luxo no jornalismo como um todo, mas, sem essa tal isenção é impraticável emitir opiniões. Durante anos cobri a política da cidade e por dever de ofício elogiei, critiquei, enfim, fiz o que deveria fazer; deve-se dizer, entretanto, que do outro lado da trincheira, era por assim dizer, pedra de atiradeira, hoje a gente passa a ser vidraça e sujeito a crítica.

À frente da pasta do Esporte do novo governo teremos oportunidade de contribuir com o município, dando condições para que esportes de ponta continuem se sobressaindo no cenário esportivo paraense e nacional e que outras modalidades também possam continuar crescendo e mostrando que Parauapebas não é apenas a capital do minério de ferro; há muita vida borbulhando em esportes como o futebol, vôlei, handebol, futsal, bicicross, xadrez, karatê, judô e outros. Essa é a função da secretaria: dar essas condições para que do esporte possam surgir grandes campeões, seja no esporte ou na vida. Mesmo que não surjam talentos para brilhar em olimpíadas ou competições internacionais, se a juventude conseguir alcançar novos horizontes, evitar o caminho da marginalidade ou ser resgatada dela, creio que a secretaria terá cumprido a sua missão. Sabemos que a política é algo muito transitório e o que é hoje pode não ser amanhã, entretanto, essa é a atribuição desse jornalista que está do outro lado agora.

Caso os governos tivessem investido mais na educação e nos esportes, deixariam de investir na construção de presídios e na implantação de centro de recuperação química ou de delinquência. 

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